Não se pode levar tudo muito a sério

Por Isaias Costa

65c6cb4a48f62ee25d2e374c916d725e337

O Raul Seixas era um cara ávido por conhecimento e ele queria conhecer as leis da vida e do universo. É possível perceber isso muito facilmente nas suas músicas.

Ele falava sobre discos voadores, sobre vidas passadas, sobre magia e o próprio segredo do universo, que é o título de uma de suas músicas.

Para refletirmos um pouco sobre essa sua sede pelo saber, compartilho algumas palavras do próprio Raul, que foram extraídas da dissertação “Raul Seixas no torvelinho do seu tempo”, de Vitor Cei.

“Eu queria respostas, eu queria descobrir… tudo… descobrir tudo. Eu estava envolvido profundamente com Paulo Coelho (seu letrista e amigo) e nós mergulhamos mesmo no esoterismo. Eu via uma saída por aí, queria descobrir. Conheci uma pessoa, chamada Marcelo, uma pessoa muito importante, e foi na mão dele que Aleister Crowley (mago inglês) deixou o Livro da Lei; ele é o continuador da obra de Crowley. Ele nos iniciou numa sociedade esotérica. Paulo saiu logo mas eu continuei, depois entrei para uma outra, mais elevada… eu estava envolvidíssimo. E de repente descobri que a luz, o conhecimento, tem de vir de você mesmo. É claro que eu precisava passar por tudo isso pra descobrir. Agora estou comigo. Estou bem comigo, do mesmo modo como todos deviam estar bem consigo mesmos. […] Não se pode levar tudo muito a sério, pensar que Crowley tinha a verdade toda… não… eu tirei coisas dele, toques dele, fiz uma coisa minha, em cima do que descobri.”

Raul Seixas

******************

Eu achei estas suas palavras de uma lucidez impressionante. Não foi à toa que ele escreveu em sua célebre “Metamorfose Ambulante”“controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez”.

O Raul era um dos homens mais lúcidos do seu tempo, e por conta de sua lucidez, era tachado de louco pelas massas que não entendiam nada do que ele queria dizer.

É como sempre gosto de dizer, o Raul foi um homem muito à frente do seu tempo. Enquanto as pessoas estavam pensando em apenas trabalhar para sobreviver, ele viajava no esoterismo, nos conhecimentos místicos, na ufologia e muitas outras “coisas de louco”, como dizem alguns…

Todos os estudos do Raul fizeram dele um sábio e sua sabedoria foi transmitida de forma muito sutil em quase todas as suas músicas. Por essas e outras que tão pouca gente se arrisca a falar sobre suas músicas, porque é preciso um estudo aprofundado das letras para conseguir entender a sua mensagem. Todos os textos escritos nesse blog são resultados de alguns anos de estudos, leituras, vídeos, documentários e logicamente, da escuta de cada uma de suas músicas no mínimo algumas centenas de vezes…

O Raul quis dizer com essas palavras que não adianta se FIXAR nas ideias de ninguém, pois sempre que há qualquer tipo de fixação, nós perdemos a nossa identidade e também nossa originalidade.

É muito interessante que ele fala que bebeu de muitas fontes de sabedoria, até chegar ao ponto de concluir que a maior de todas as sabedorias se encontra dentro de nós mesmos.

Infelizmente, ainda vai levar muito tempo para que essa consciência se torne algo global, ou seja, que atinja a toda a humanidade.

O Raul e muitos outros passaram a vida inteira ensinando isso às pessoas, porém, somente alguns poucos despertaram.

Eu estou aqui com esse mesmo objetivo, quero contribuir com o despertar de mais e mais pessoas, fazendo exatamente o que o Raul diz nestas palavras, bebendo de sua fonte de sabedoria, mas seguindo a minha própria intuição, seguindo o meu próprio caminho, como ele bem diz na sua linda música “Um Messias indeciso”.

Antes de concluir, acho interessante falar sobre o senso crítico, pois nós podemos aprender com tudo e com todos, mas só podemos fazê-lo tendo senso crítico, ou seja, filtrando aquilo que seja bom das ideias que não geram crescimento.

Para que você entenda melhor essa ideia, compartilho um artigo muito interessante que li em 2013 e fala de uma forma irreverente como eu encaro a questão do conhecimento e seria muito legal se todos pensassem mais ou menos desta maneira.

A sabedoria cresce dentro de nós quando sabemos ler os pensamentos até mesmo divergentes ao nosso e ainda assim, extrair deles algo de bom.

É um artigo do cartunista, escritor e jornalista Luciano Pires, vale a pena a sua leitura…

Sobre fascismo e a arte de comer picanha

Portanto! Faça como o Raul e todos os grandes mestres da humanidade:

“Siga o seu próprio caminho pra ser feliz de verdade”

Anúncios
Não se pode levar tudo muito a sério

Um comentário sobre “Não se pode levar tudo muito a sério

  1. Bárbara disse:

    Eu sempre tive esse pensamento referente a Raul, por mais que se possa estudar as letras dele, a mensagem ta na cara é simples, e as vezes a gente complica. ou não 😛
    O importante é beber de varias fontes, não existe verdade absoluta, e seguir seu ‘próprio caminho’ 🙂
    To gostando muito do blog.
    Ps.: O artigo não está disponível .

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s